quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Marlon volta, e seleção treina em clima descontraído antes da estreia

Em um ginásio escondido entre casas e prédios na cidade italiana de Ancona, a seleção brasileira fez seu último treino antes da estreia na segunda fase do Mundial, às 16h (de Brasília) desta quinta-feira, contra a Polônia. A novidade foi a presença de Marlon, que há seis dias não participava de uma atividade com o grupo. O levantador, que se recupera de uma inflamação no intestino, bateu bola por cerca de 30 minutos.

- Preciso experimentar tudo de novo e saber como o meu corpo reage à repetição do esforço e ver como a musculatura responde. Meu reflexo ainda está um pouco atrasado. Ainda não me sinto à vontade, mas estou muito feliz de ter vindo - disse o jogador.

Marlon se alongou com os companheiros e depois foi para a rede fazer repetições de levantamento com o assistente técnico, Rubinho. Sentado em uma mesa no canto da quadra, com as pernas para baixo e as muletas encostadas ao lado, Bernardinho observava as ações do seu comandado.

Na sequência, enquanto o restante da seleção treinava saque e ria com as brincadeiras de Giba e Rodrigão, ele foi bater bola com o fisioterapeuta, Guilherme Tênius. Quando todos se juntaram para fazer ataque e defesa, o levantador contou com a ajuda do ponteiro Dante, aniversariante do dia. Depois de 30 minutos, foi para o banco de reservas, mas a todo momento algum jogador se aproximava para perguntar se estava tudo bem.

Marlon espera pelo resultado de uma biópsia para saber se está com a doença de Crohn. Há duas semanas, quando a seleção ainda participava de amistosos na Alemanha, o levantador começou a sentir dores. Passou por exames na cidade de Modena e foi poupado na primeira fase da competição.

- Já consigo me alimentar e tenho vontade de comer. Também estou dormindo bem. Estou melhorando - contou ele, confiante de que ainda tenha tempo de participar do Mundial.

A doença de Crohn é classificada como doença inflamatória do intestino e tem como sintomas mais comuns dor abdominal, diarreia, perda de peso e febre. Não há cura para essa doença, mas na maioria dos casos é possível viver normalmente, com redução dos sintomas.

Fonte: globoesporte.com

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