sábado, 31 de outubro de 2009

Bernardinho convoca seleção brasileira para a Copa dos Campeões, no Japão

O técnico Bernardinho convocou nesta sexta-feira a equipe para a disputa da Copa dos Campeões, entre o dia 18 e 23 de novembro, no Japão. O treinador, que já havia chamado os ponteiros Giba e Maurício e o central Rodrigão, divulgou a lista com os outros 11 nomes para o campeonato.

Os levantadores Marlon e Bruno, os ponteiros Murilo e Thiago Alves, o oposto Leandro Vissotto, os centrais Éder, Lucão, Sidão e Tiago Barth e os líberos Serginho e Mário Jr foram os outros convocados. O quinteto formado pelos jogadores do Florianópolis – Bruno, Thiago Alves, Éder, Lucão e Mário Jr –, que disputará o Campeonato Mundial de Clubes em Doha, no Qatar, e o oposto Leandro Vissotto têm apresentação marcada para o dia nove de novembro, já na cidade de Osaka. Os demais atletas se apresentarão à seleção na próxima terça-feira, no Centro de Desenvolvimento do Voleibol, em Saquarema (RJ).

- Estou muito feliz por ter o meu nome confirmado para a disputa da Copa dos Campeões. Atuar pela seleção é sempre uma honra e uma responsabilidade. O Brasil é considerado um país da elite mundial do vôlei. Por isso, não podemos deixar esse nível cair - disse Leandro Vissoto.

Bernardinho também chamou cinco jovens jogadores para participar dos treinamentos da seleção principal, entre os dias 3 e 7 de novembro, em Saquarema. O oposto Najari, de 20 anos, os meios de rede Isac, de 18 e Renan de 19, e o ponteiro Tiago Wesz, de 20, campeões mundiais com a seleção brasileira juvenil, em agosto, na Índia, além do levantador Fidelle, de 22.

O Brasil vai em busca de seu terceiro título na competição – levou a taça em 97 e em 2005. A estreia será no dia 18, contra Cuba.

De olho nos Jogos Rio-2016, José Roberto Guimarães pretende criar seleção B

Em 2016, José Roberto Guimarães não será mais técnico da seleção brasileira feminina. No entanto, o atual treinador da equipe quer deixar um legado da sua gestão para as Olimpíadas no Rio de Janeiro. A partir de 2010, ele pretender criar uma equipe B com jovens jogadoras para que, daqui a 7 anos, o Brasil tenha um time forte e competitivo.

- Para os Jogos de Londres-2012 já está tudo bem encaminhado. Com relação a 2016, muitas jogadoras que estão aqui hoje não irão até lá. Por isso, precisamos trabalhar, fazer um levantamento das jogadoras, para montar um time de alto nível - afirmou Zé Roberto.

Segundo o treinador, a seleção B treinará no CT de Saquarema ao lado da equipe principal. Ele ficará na coordenação, mas outro técnico comandará o novo grupo, que participará de algumas competições, como Copa Pan-Americana e Campeonato Sul-Americano, para adquirir experiência.

- Dar rodagem é importante a essas jovens jogadoras.

Maria Elisa comemora título e lembra de quando não tinha dinheiro para ir treinar

Divulgação  /Divulgação

O caminho até o título brasileiro foi longo e repleto de viagens pelo país. Mas existe um trajeto antigo que Maria Elisa nunca irá esquecer. Campeã do Circuito, ao lado de Talita, a fluminense de 24 anos voltou no tempo depois da conquista em Pernambuco e lembrou dos “anjos” que passaram por sua vida. Um deles, o motorista Paulinho, foi especial. Ele foi o responsável por levar a jogadora todos os dias da casa dos tios no Recreio dos Bandeirantes aos treinos em Ipanema. E com um detalhe m
uito importante: não cobrou nada por isso durante dois anos.

- Eu não tinha dinheiro para pagar a passagem de R$ 4 diariamente. Então, ia com ele só algumas vezes. Uma vez, Paulinho me perguntou o motivo de eu não pegar a van sempre e eu contei. A partir dali, ele disse que eu não precisava mais pagar. Foi um anjo que passou na minha vida. Fez isso porque acreditava no meu potencial – lembra a jogadora, que afirma não ter mais tanto contato com Paulinho, mas garante que ele virou um amigo da família.


A gratidão de Maria Elisa pelo mot

orista é tão grande que, quando ela venceu o título brasileiro sub-21, a entrevista após a partida teve apenas um assunto: Paulinho.


- Minhas amigas brincam comigo até hoje. Eu estava tão emocionada que esqueci de todo mundo, só agradeci ao Paulinho da Van (risos). Mas agora vou fazer diferente – brincou a fluminense.

Maria Elisa lembra dos 'anjos' do passado

A comemoração nas areias do Recife também teve um gostinho especial para Maria Elisa. Sem fugir do clichê “um filme passou na minha cabeça”, a jogadora lembrou do início da carreira. Em 2005, a atleta não tinha registro na federação do Rio de Janeiro, devido a uma falha burocrática da instituição. Por isso, não podia aparecer no ranking brasileiro, mesmo já tendo conquistado resultados que a colocaria em uma boa posição. Como sua parceira, Carla, era de Pernambuco, ocorreu o convite da federação do estado para que a dupla fosse treinar no local e a oferta do pagamento de passagens aéreas para a disputa do Circuito Brasileiro.

- Receber essa medalha aqui é como se fosse um agradecimento. Nasci em Resende (RJ), mas, às vezes, digo que sou pernambucana. Não sinto necessidade de mudar a minha federação porque sempre tive muito carinho por esse estado que me recebeu quando eu precisei – conta, emocionada.

Divulgação  /Divulgação

Parceria com Talita deu certo no primeiro ano

Ciente de que sua trajetória até o título nas areia de Recife, nesta sexta-feira, teve ainda muitos “anjos”, Maria Elisa fez questão de lembrar da contribuição de cada parceira que teve na carreira para sua evolução no vôlei de praia.

- Todas as parceiras que tive me ensinaram alguma coisa. A Fernanda era minha melhor amiga e jogava com muita alegria. A Nina não desistia de nenhuma bola. A Carla insistia na importância de um treinamento sério. A Val me forçou a enxergar a adversária como uma rival mesmo, porque eu era muito boazinha. Já com a Talita, conseguimos deixar os defeitos de cada um de lado e focar nas qualidades. Com isso tudo, o relacionamento dentro e fora de quadra funciona. E ainda conseguiremos muito mais.

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